Egocêntrico
Temo não poder enxugar as tuas lágrimas com as minhas.
Não me chores um rio de água salgada,
Porque juntos produziríamos um oceano.
Não me chores um rio de água salgada,
Porque juntos produziríamos um oceano.
Temo não suportar a tua dor,
Somente a ampliaria com a minha.
Juntos, crucificar-nos-íamos.
.
Temo sufocar com a tua angústia.
Juntos veríamos um mundo sem cor.
Vacinei-me contra ti,E assim,
Só sofro quando sou ferido,
Só choro com pena de mim,
E protelei a angústia para o fim da minha vida.
Teorizei o cosmo numa perspectiva histórico - evolutiva:Primeiro geocêntrico,
Depois Heliocêntrico,
E agora...
Essencialmente egocêntrico.


Félix Rodrigues
Qual deverá ser o próximo paradigma?
Vacinamo-nos contra a injustiça e o sofrimento de modo a sentirmo-nos confortáveis no espaço que ocupamos, quer físico quer mental. Tal atitude leva-nos a ver o problema da fome como um problema de um mundo indefinido e sem rosto, o problema da injustiça como um problema das ditaduras, o problema do aquecimento global como um problema dos grandes poluidores.
A palavra competir é, na nossa sociedade, muito mais utilizada do que a palavra cooperar. Competir significa para muitos lutar, batalhar, guerrear ou vencer. Tem subjacente a existência de um vencedor e de um perdedor. Alguém ganha e torna-se mais rico e alguém perde e torna-se mais pobre, por exemplo.
Cooperar significa equilibrar interesses que por vezes também leva a uma competição a uma escala maior, com mais vencedores e mais perdedores. Em época de globalização não faz sentido competir, porque o global é uno, e se alguém ganha, alguém perdeu, e o todo, ficou igual a si mesmo.
Vivemos num mundo em grande mudança, onde a sociedade não muda, porque grandes blocos aniquilam os efeitos positivos de outros grandes blocos negativos. Precisamos cada vez mais cooperar sem competir, mas para isso é urgente definir uma base ética de negociação, e mudarmos de paradigma.
É urgente abandonar o nosso egocentrismo social, presente nas nossas relações pessoais, regionais e nacionais e passarmos a ver o mundo ecocêntrico no qual está incluído o ser humano dilemático, sentimentalista, racional, empreendedor e dialogador.
Qual deverá ser o próximo paradigma?
Vacinamo-nos contra a injustiça e o sofrimento de modo a sentirmo-nos confortáveis no espaço que ocupamos, quer físico quer mental. Tal atitude leva-nos a ver o problema da fome como um problema de um mundo indefinido e sem rosto, o problema da injustiça como um problema das ditaduras, o problema do aquecimento global como um problema dos grandes poluidores.
A palavra competir é, na nossa sociedade, muito mais utilizada do que a palavra cooperar. Competir significa para muitos lutar, batalhar, guerrear ou vencer. Tem subjacente a existência de um vencedor e de um perdedor. Alguém ganha e torna-se mais rico e alguém perde e torna-se mais pobre, por exemplo.
Cooperar significa equilibrar interesses que por vezes também leva a uma competição a uma escala maior, com mais vencedores e mais perdedores. Em época de globalização não faz sentido competir, porque o global é uno, e se alguém ganha, alguém perdeu, e o todo, ficou igual a si mesmo.
Vivemos num mundo em grande mudança, onde a sociedade não muda, porque grandes blocos aniquilam os efeitos positivos de outros grandes blocos negativos. Precisamos cada vez mais cooperar sem competir, mas para isso é urgente definir uma base ética de negociação, e mudarmos de paradigma.
É urgente abandonar o nosso egocentrismo social, presente nas nossas relações pessoais, regionais e nacionais e passarmos a ver o mundo ecocêntrico no qual está incluído o ser humano dilemático, sentimentalista, racional, empreendedor e dialogador.
Etiquetas: egocêntrico, egocentrismo, paradigmas


















