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2007-12-01

Sociedade do desperdício

O desperdício do amor
É o caminho da dor.
A dor de amor
É romantismo,
E por vezes lesão
No coração.


Se existem virtudes,
Nas atitudes,
Excepto nas prepotentes
Que não são convincentes,
É porque não há estética
Na arrogância,
Mesmo mimética.
Há sim, petulância.
Não há estética no exibicionismo,
No despesismo,
Ou no consumismo.
Aí há o vício,
Do desperdício:
Da energia mental,
Do bem social,
Ou da ostentação,
Numa satisfação,
Unipessoal.

Se o desperdício
Tem uma história,
Não há memória
De ser tão intenso,
Como no período actual
De um mundo global.
Custa imenso,
Suportar este vício
Do desperdício.
Traz fome e traz guerra,
E a Terra…emperra…

Félix Rodrigues

Onde desperdiças?

A sociedade hodierna é assumidamente uma sociedade de consumo. Produz-se para consumir e consome-se mais para produzir mais, num rodopio semelhante ao de um ciclone que visto de cima é uma imagem fantástica da pujança da natureza, mas que visto de baixo resulta em morte e destruição.
A crescente dificuldade de gestão dos resíduos sólidos nas sociedades desenvolvidas actuais, prende-se com a incapacidade da gestão acompanhar o crescimento de produção de resíduos, sendo essas dificuldades acentuadas em regiões com espaços exíguos, o que obriga à sua exportação. As atitudes conscientes da população ajudarão não só a promover sistemas adequados de gestão de resíduos sólidos urbanos como também a reduzir a sua produção.
Em épocas festivas, como a época natalícia que se aproxima, a produção de resíduos cresce quase exponencialmente, o que quer dizer que o desperdício assume proporções quase irracionais.
Que felicidade traz a uma criança a posse de vinte Action Man's, a posse de dez jogos de computador ou a posse de brinquedos que se distribuídos ao longo do ano ultrapassariam a possibilidade de ter um brinquedo novo por dia?
Somos ricos. No entanto há gente pobre: muitos daqueles que produzem os brinquedos em excesso dos nossos filhos e aqueles que não tendo alimento nem conseguem brincar, mesmo que lhes oferecêssemos os brinquedos.
A cultura do desperdício, começa a atingir áreas não tradicionais como as relações humanas, em que até alguns seres humanos passam a ser descartáveis em nome do progresso, da qualidade de vida, do crescimento do PIB, do lazer, etc, etc. Quanto mais desperdiçamos mais nos encalacramos e mais ostentamos.
Antes chamávamos luxúria ao excesso, agora chamamos poder de compra. Ao que chamamos subdesenvolvimento, é por vezes falta de solidariedade.
É desperdício tudo aquilo que não tem uma função: nem sequer estética.

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8 Comments:

At 21:10, Anonymous Anónimo said...

tei imenso. Tens razão.
Gos

 
At 03:23, Blogger aDesenhar said...

Conclusão:
A nossa vida (assim) é impossível.

abraço

 
At 14:10, Blogger Hanah said...

Namastê...

Ps.:
Estou para responder ao meme, em breve te escrevo dizendo...


Boa semana para ti também

 
At 17:56, Blogger TF said...

Olá
Como sempre, dizes uma série de verdades de forma agradável mas que faz pensar.
Nesta época, de facto, esta questão do desperdício torna-se ainda mais pertinente. Impressina-me imenso além do lixo das embalagens e do consumismo de inutilidades desenfreado, o consumo brutal de energia com iluminações de Natal. Qualquer pequena freguesia e Câmara Municipal faz questão em manter essa aberração de, em qualquer canto, colocar lãmpadas!!
É difícil entender que se continuem a manter padrões de vida com se nada se passasse!
Um bom resto de fim de semana.
Teresa

 
At 23:53, Blogger Bruxinhachellot said...

Confesso que venho desperdiçando muita coisa, tais como os dias, as palavras, os sentimentos, o dinheiro com coisas fúteis, os pensamentos, os sonhos, os desejos de mudar as coisas, a avidez pelo que não possuo, etc.
Todos nós desperdiçamos algo e não viver a vida é o pior desperdício.

Beijos brancos.

 
At 21:42, Anonymous Anónimo said...

Assim, nem o lixo parece lixo...

 
At 17:33, Anonymous Anónimo said...

De acordo.

 
At 21:29, Blogger Rose said...

ah meu amigo,

tenho trabalhado tanto este tema dentro de nossa Agenda 21, mas a cultura do povo é o consumismo puro e simples...precisamos ainda de muito tempo para educar a sobre os 5 "R's": reduzir, reutilizar, reciclar, respeitar e responsabilizar...

amei o poema... vou usá-lo, com os devidos créditos...

beijos

 

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