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2010-05-30

Sangue do meu sangue

Se o sangue sair de mim,
E com outro se juntar,
Terei um filho.

Não é de mim, nem dela
Que sentirei as dores,
É um outro eu, através do qual:
Conjecturo, rio e choro.
É um outro eu, através do qual,
Amo.
É um outro eu, através do qual,
Gemo com as asperezas da sua vida.

O sangue ao sair de mim,
Ao juntar-se a outro sangue,
Sou eu, fora de mim,
Virtualmente duplicado,
Duplamente responsabilizado,
Dobradamente esmorecido,
Duplicadamente fortalecido,
Multiplamente enternecido.

Félix Rodrigues
Angra do Heroísmo, 30 de Maio de 2010.

4 Comments:

At 22:57, Anonymous Anónimo said...

Lindo.

 
At 15:48, Anonymous Rosa Silva ("Azoriana") said...

Assim é para quem ama o sangue do seu sangue.
Muito bonito!
Devia emoldurar-se e distribuir a todos os que dão sangue do seu sangue...
Emocionei-me com este LINDO poema.
Abraço

 
At 15:49, Anonymous Rosa Silva ("Azoriana") said...

Para quando o lançamento de um livro de Félix Rodrigues?
Acho que já tem conteúdo para um ou mais...

 
At 18:00, Blogger © Piedade Araújo Sol said...

que delicia de poste!

palavras e imagens em completa sintonia!

beij

 

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