Teatro de sentimentos
Perdão é um acto,
A agressão, uma cena,
No palco do teu carácter.
As batidas do coração,
Como pancadas de Molière,
Dão início à paixão,
Que não se representa,
Porque a personagem está tensa,
Incapaz de contracenar,
Com alguém que só quer amar.

Quando o Sol se acende,
Como o grande holofote da vida,
Interpreta-se o masculino,
A que se sucede o feminino,
Na representação da Lua.
É por isso que no escuro da rua,
Os beijos dos namorados,
No céu são celebrados,
Como encontros isolados,
Como eclipses preparados,
Para ofuscar o masculino,
Pelo poder do feminino.
Entra em cena a saudade,
Chorosa, lacrimejosa,
Como eterna invejosa,
Dos sentimentos que teve.
Com deixa longa ou breve,
Canta o fado que se escreve
Entre as fases da Lua,
Com os signos das constelações,
Que lhe lembram as emoções,
Sentidas nos solstícios,
Das quais ainda há resquícios.

Dependendo do cenário,
Canta como um canário,
A personagem Alegria.
Normalmente durante o dia,
Até que se esvazia,
Na lúgubre melancolia.

Lá do norte,
Não é que isso importe,
Sai a singular nostalgia,
Que contrasta com a magia,
Da Dança dos Cossacos,
Que ao abanarem os sovacos,
Geram grande empatia.
Grita a raiva furibunda,
Entrou em crise profunda,
Mais parece uma psicopata,
Dizendo que tudo mata.

Por entre essas mortes vagueia,
A sossegada Tristeza.
Não respira. Faz apnéia.
Ninguém tem a certeza,
Se choraminga, sem berradeira.
Tem a Angústia por companheira,
O Medo à cabeceira,
O Desgosto por conselheiro,
E o soluço por obreiro.

O ódio, até a si corrói,
Num simples ácido visceral,
Mistura opostos, e mói,
O personagem principal.
De facto é no primeiro acto,
Que se percebe o perdão,
E no último a agressão,
No palco do teu coração.
A agressão, uma cena,
No palco do teu carácter.
As batidas do coração,Como pancadas de Molière,
Dão início à paixão,
Que não se representa,
Porque a personagem está tensa,
Incapaz de contracenar,
Com alguém que só quer amar.

Quando o Sol se acende,
Como o grande holofote da vida,
Interpreta-se o masculino,
A que se sucede o feminino,
Na representação da Lua.
É por isso que no escuro da rua,
Os beijos dos namorados,
No céu são celebrados,
Como encontros isolados,
Como eclipses preparados,
Para ofuscar o masculino,
Pelo poder do feminino.
Entra em cena a saudade,
Chorosa, lacrimejosa,
Como eterna invejosa,
Dos sentimentos que teve.
Com deixa longa ou breve,
Canta o fado que se escreve
Entre as fases da Lua,
Com os signos das constelações,
Que lhe lembram as emoções,
Sentidas nos solstícios,
Das quais ainda há resquícios.

Dependendo do cenário,
Canta como um canário,
A personagem Alegria.
Normalmente durante o dia,
Até que se esvazia,
Na lúgubre melancolia.

Lá do norte,
Não é que isso importe,
Sai a singular nostalgia,
Que contrasta com a magia,
Da Dança dos Cossacos,
Que ao abanarem os sovacos,
Geram grande empatia.
Grita a raiva furibunda,
Entrou em crise profunda,
Mais parece uma psicopata,
Dizendo que tudo mata.

Por entre essas mortes vagueia,
A sossegada Tristeza.
Não respira. Faz apnéia.
Ninguém tem a certeza,
Se choraminga, sem berradeira.
Tem a Angústia por companheira,
O Medo à cabeceira,
O Desgosto por conselheiro,
E o soluço por obreiro.

O ódio, até a si corrói,
Num simples ácido visceral,
Mistura opostos, e mói,
O personagem principal.
De facto é no primeiro acto,
Que se percebe o perdão,
E no último a agressão,
No palco do teu coração.

Félix Rodrigues
Angra do Heroísmo, 17 de Abril de 2009.








15 Comments:
amei...................
jocas maradas de sentiress, tantos,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,
Meu Caro Felix, como é bom ler estas poesias, continua. Gostei muito.
Uma beijoca.
Querido... Não estou parada. Estou atasanada!!!
Com o trabalho está tudo bem e desenvolvendo-se normalmente.
Vou escrever poara teu endereço de email!!!
Beijos,
Cris
(nop, não é a garrafa é a ilusão por cada um de nós criada) ops
Estas palavras dizem-me muito, o teatro faz parte da minha vida e é como um pedaço de mim e sem ele não me sinto completa. Obrigada por este poema da alma.
E por falar em teatro, espero vê-lo dia 29 do corrente no Teatro Angrense a assistir à peça "O colar de Helena" que o grupo Teatro Livre vai apresentar por volta das 21:30. Espero sentir do palco a sua boa vibração.
Abraços
Desculpe a publicidade era mais com a intenção de convidar.
Olá Felix.
O perdão é um acto que é sem lógica e sem razão, porque é um acto do coração.
Um bom dia da Terra para ti, que mais que muitos tens laborado em sua defesa.
Beijinhos
Uma grande peça...poética...este palco encheu-se de vituosismo...
O meu aplauso
Muito bonito.
Joe
Querido Amigo Felix,
Lindíssimo poema que tem por base o perdão, os sentimentos e as emoções.
Fiquei sem palavras.
Um grande e fraterno abraço
José António
"O ódio, até a si corrói"
sem sombra de dúvida!!!
mais uma vez, gostei da junção das palavras, das imagens escolhidas e da mensagem contida
no último ato o perdão...
Isso é verdade.
Na vida prática, é verdade.
Tua poesia tem uma mistura onírica ao mesmo tempo em que se faz como brejeira.
Não sei expressar, mas é muito boa.
Lindo....
Em cada cena um ato de puro deleite.
Beijos doces de seu sabor preferido com saudades no recheio.
Lindo blog! Adorei o texto. Se puder me visite, http://sindromemm.blogspot.com
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