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2008-06-28

Fagotes, flautins e oboés para um concerto subterrâneo

Soam os tambores de Vulcano.
Há silvos, notas e compassos,
Saindo das entranhas da terra,
De clarinetes, flautins e oboés,
Soterrados em pedra pomes do solo,
Pela divindade da pirotecnia.
É um concerto de magia,
De um maestro louco, sem controlo,
Que debaixo dos pés
Os instrumentos soterra,
Como tubos lávicos fastos,
Longe do sentir e ouvir humano.




Depois de um alienado concerto,
O tempo e a água são artistas.
Douram grutas vulcânicas,
Prateando abóbodas e paredes,
Misturando-lhe com as sua máguas,
Todos os restos e misérias.
São colónias de bactérias,
Que se instalam nas anáguas,
De grutas lávicas, formando redes.
Brilham no escuro irónicas,
Tornando-se conceptistas,
De um louco agora descoberto.


Félix Rodrigues

10 Comments:

At 23:07, Blogger Su said...

basalto...............

jocas maradas ..sempre

 
At 12:41, Blogger Rita said...

algumas dessas fotos são-me familiares...*ouch*!!! bom domingo:)

 
At 22:30, Blogger geocrusoe said...

Fiquei deslumbrado como transformastes tantas realidades vulcânicas naturais em música e num poema fantástico. Parabéns!!! não digo mais nada, pois não tenho palavras que me satisfaçam suficientemente para louvar o poema...

 
At 09:17, Anonymous Anónimo said...

As fotos são lindas...

Joe

 
At 23:30, Blogger Rose said...

teu poema faz jus à intensa beleza das cavernas...

abraços

 
At 23:02, Anonymous Anónimo said...

isto está a ficar meio morto

 
At 08:33, Blogger © Piedade Araújo Sol said...

as teus textos sao muito bons.

as fotos retratram tão bem a beleza da natureza, que pedir melhor é impossivel.

beij

 
At 12:23, Blogger Trequita said...

Uma sinfonia da natureza

 
At 11:30, Blogger Hanah said...

Saudades de passar por aqui...
e agora me lembrei de um trecho de Fernando Pessoa

"Navio que partes para longe,
Por que é que, ao contrário dos outros,
Não fico, depois de desapareceres, com saudades de ti?
Porque quando te não vejo, deixaste de existir.
E se se tem saudades do que não existe,
Sinto-a em relação a cousa nenhuma;
Não é do navio, é de nós, que sentimos saudade."

beijo grande ...

 
At 22:17, Anonymous Anónimo said...

lindo...

Joe

 

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