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2008-05-17

Madeira

Ergui-me sem preconceito do fundo do mar,
Sentei-me com as pernas a cambetear,
Por isso ainda me escorre deste corpo a vacilar,
Massas de terra como levadas:
Fajãs no mar depositadas.

Nas minhas meditações esforçadas,
As rugas são veredas, aprumadas,
Com cabeços e precipícios aveludados,
De grandes e verdes tis perfumados.

Dos poros saem-lhe orquídeas endémicas,
Freiras voadoras sem vestes ecuménicas,
Loureiros e urzes que oferece à humanidade
Como a mais singela, simplicidade.

Em cada vértebra tem uma vigia,
Uma casa ou um simples guia,
Em cada costado, um mar de magia,
Em cada curral a nostalgia.


Félix Rodrigues

12 Comments:

At 13:42, Blogger Berro d'Água said...

Este comentário foi removido pelo autor.

 
At 13:44, Blogger Berro d'Água said...

Adorei o filminho, as imagens e as palavras...

Um belo domingo pra ti em tuas verdes ilhas!

Beijo,
Cris

 
At 14:08, Blogger Su said...

gostei do video e do som....

gostei de ver aqui a magia...a tua

excelentes fotos


amei a arvore..imponente

jocas maradas de cagarras:)

 
At 04:01, Blogger Oliver Pickwick said...

Amigo Félix, é de fato uma grande satisfação ler/ver as suas imagens-poemas. Já esgotei quase por completo o meu estoque de palavras acerca da alta qualidade do seu trabalho.
Um abraço!

P.S.: Fiquei curioso em saber o nome daquela vila, plantada na encosta. Lindo lugar!

 
At 20:56, Blogger Hanah said...

tudo maravilhosamente belo,

boa semama ...

bjo

Hanah

 
At 12:12, Blogger Isabel José António said...

Caro Amigo Félix,

Um grande abraço de parabéns pela forma poética como ornamentaste as belas imagens.

José António

 
At 15:33, OpenID mbweblog said...

Uma árvore com muitas histórias para contar.

 
At 17:50, Blogger Rose said...

Félix....

estou encantada com este conjunto de poema e imagens tão belas...

quanto mais te leio, mais entendo porque Desambientado!

abraços amigo

 
At 21:30, Anonymous Azoriana said...

Não nasci para ter sorte
E quando voar por morte
Levo comigo a tristeza
De não conhecer a Madeira
Que rimando com Terceira
É diferente em beleza.

Mas p'ra tal acontecer
Tinha que o merecer
E valer-me de alguém.
Quem sabe os madeirenses
Queiram ver dois terceirenses
Que deles até fala bem.

D'outras terras também sei,
Onde amizades já travei
São pontos de referência:
Porto, Parada de Gonta,
Góis. Mais tenho em boa conta;
Todas além residência.

Abraço

 
At 10:07, Anonymous Anónimo said...

Lindo........
Joe

 
At 16:49, Anonymous Azoriana said...

Volto a ler o seu poema. É lindo! E volto porque aqui há magia.

Abraços

 
At 22:43, Blogger Berro d'Água said...

Bom finalde semana...
Beijo,
Cris

 

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