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2005-12-13

Impacto Ambiental do Natal

Este post também pretende ser, despretensiosamente, um pequeno Projecto de Sensibilização Ambiental. Liga-se com os posts anteriores, por se enquadrar na mesma época festiva. Liga-se com os anteriores porque se acredita que proteger o ambiente depende da cultura, das emoções e da razão.
Pedia-vos que, quando por aqui passassem, participassem, deixando um pequeno comentário que apresentasse o vosso ponto de vista, referente aos impactos ambientais do Natal.
Aqui fica a primeira provocação, proveniente de uma Universidade Insular : A Universidade das Ilhas Baleares em Espanha.
MATAR UMA ÁRVORE PARA CELEBRAR UMA FESTA, É INDIGNO DE UM POVO CIVILIZADO.

Félix Rodrigues

19 Comments:

At 16:35, Blogger Nuno Guronsan said...

Cá em casa só me lembro de haver um Natal com uma árvore natural. Não que os meus pais tivessem motivações ambientais, era mais por uma questão prática. Mas hoje em dia, nem eu permitiria que isso acontecesse. Afinal, não nos podemos arrogar de donos e senhores absolutos de tudo o que existe à face deste planeta.

 
At 17:41, Blogger Desambientado said...

Obrigado Nuno pela mensagem.
Se parassemos um pouco para pensar, provavelmente concluiríamos que somos apenas um dos simples elementos deste magnífico mundo. O nosso problema resulta da tendência que temos, como espécie, de nos apropriarmos de tudo.

 
At 21:41, Blogger Cristina Mendonça said...

Olá professor!
Esta questão da árvore já deu que falar cá por casa... O argumento final é o de que as árvores têm que ser desbastadas, para terem condições de sobrevivência e não ficarem todas atrofiadas. Logo, é preferivel vivermos o Natal com uma árvore natural, mantendo a tradição, do que com uma artificial...Este é o discurso do marido. Eu como não percebo de desbaste, lá cedi este ano...
Mas outro impacto é a iluminação de Natal! Cada vez mais assisto a verdadeiros arraiais de luzes quer em habitações particulares quer em sítios públicos. Terão consciência dos seus actos? Já não há peso nem medida, é tudo "por conta da vela grande", como dizem os antigos. Será que haverá tanta luz interior como há no exterior? Se provarem que sim, então que entre em vigor, o quanto antes, a opção pelas energias alternativas, como modo de iluminar ruas e casas, poupando-se um pouco o ambiente, ainda para mais os últimos dias têm sido bastante ventosos...

 
At 23:06, Blogger Fátima Silva said...

As deambulações e fios condutores dos blogs.
Começamos a falar sobre um tema e ficamos presos a ele, falo por mim. Pois tenho ensejo de percorrer outros domínios para variar um pouco, mas a curiosidade, a incerteza e desconhecimento do presente e mais ainda do futuro põe-me à volta do mesmo, até parece que o meu trabalho de dissertação versa tais assuntos, o que não é de todo.
Descupe-me Dr. Félix, mas foi um desabafo.
Foi este pensamento que tive, de apego aos temas, quando aqui vim parar e pensei também em mim, embora o Natal seja um tema deveras aliciante que apetece explorar para consciencializar.
Bem, este Natal, à semelhança de outros, a árvore vai ser artificial, temos de poupá-las para nosso bem. E, como as minhas crianças bebem os meus actos urge explicar tal opção. Tenho tentado à minha volta, junto dos amigos e família divulgar a ideia, mas as justificações como as que o marido da Cristina adianta, são mais frequentes do que se pensa, ficamos um pouco impotentes. Não se mudam as pessoas à martelada, mas convém não deixar secar a boca e continua-se a insistir.
A pequena ocorrência que vou relatar não se relaciona com o corte das árvores, mas é pertinente nesta época.
Sábado passado fui à festa de catequese dos meus filhos que foi repleta de pequenas apresentações: orações, poemas e canções ao Menino, peças de teatro, lanche convívio e o inevitável Pai Natal que fez a sala encher-se de gritos da pequenada.
No final... lixo e mais lixo... as catequistas numa atitude de arremate, encheram dois sacos de lixo gigantes que foram imediatamente encostaram a um canto.
Sem mais demoras, foram distribuindo sorrisos e palavras de reconhecimento pela participação dos pais na festa, despedindo-se deles à porta. Também chegou à minha vez e após uns parabéns pelo trabalho perguntei o que iam fazer aos dois sacos de lixo encostados. A catequista ficou a olhar para mim embasbacada, ficou assim a pensar se eu tinha endoidecido ou era mesmo eu, pelo ar com que ficou. Perguntei de novo e ela, refeita da surpresa respondeu:
- Vai para o lixo.
-Claro! - disse-lhe - mas gostaria de saber se vão separá-lo. Papel para um lado, plástico para o outro...
- Ah! Reciclar... hoje não fazemos a reciclagem. Já é tarde, é muito lixo, a gente vai levá-lo lá para fora.
Então disse-lhe:
- Se quiser eu faço isso com os meus filhos, se não se importar...
Ela ficou com um ar um pouco desconfiado, deu algumas voltas lá na sala até se decidir arrastar os sacos. Deu-mos, mas ficou sempre assim sem saber que dizer.
Lá me fui com os sacos...
Esta ocorrência fez-me recordar outra, a história de um certo professor que nós tivemos que juntou e ainda guarda o lixo de certas senhoras, com a esperança de um dia lhes pregar uma lição de moral. Pelo menos eu já me despachei do meu.
O que resulta da euforia do Natal é uma montanha de lixo, por sinal uma montanha que custou e custa a todos os olhos da cara.

 
At 14:12, Blogger Desambientado said...

Cristina.
As tradições têm muito que se lhes diga!
A sopa do Espírito Santo é tradional, mas todos sabemos que é pesada e que não faz muito bem à saúde. Comê-la de vez em quando não é problemático. O mesmo se pode dizer relativamente ao desbaste de árvores. Fazê-lo numa perspectiva silvicula é aconselhável.
Afinal de que desbaste falavas? O teu marido é silvicultor?

De facto o gasto anormal de energia, era um impacto que dificilmente equacionaria. Quanto custará esse gasto energético em toneladas de dióxido de carbono?

 
At 14:21, Blogger Desambientado said...

Fátima.

Compreende o que dizes. Entusiasmamo-nos e por vezes temos dificuldade de saltar de tema, talvez por termos a consciência que muito haveria para dizer ou discutir.
Sem dúvida que abordas uma questão que, à laia de brincadeira, poderemos considerar como impacto ambiental: o lixo produzido nas milhentas festas de Natal que por aí ocorrem. Este ano sou obrigado a ir a umas quantas.
Quanto lixo se produz nessas festas: orgânico, plásticos, papeis, etc, que efectivamente não há tempo para separar ou valorizar? O Ambiente que se cria nessas festas é de desperdício: 50 actions mens, iguaizinhos uns aos outros, embrulhados em papel com figuras do Pai Natal, com fitinhas de pástico, cada um dentro de outro saco plástico.... As ofertas abertas à pressa para verificar se era mesmo aquele action men que foi pedido. ...
O ambiente da festa é propício a esquecer o outro ambiente. É natural que quem consiga desligar-se de um e centar-se no outro (ambiente) possa ser olhada com Extra-terrestre.

 
At 17:18, Blogger Joao Soares said...

Viva,Felix
Não se sinta desambientado assim...
No Bioterra (a partir do Porto)pode consultar muita coisa sobre Ambiente.
No natal, só formulo dosi desejos:
1.Quando eu for grande quero ser um menino pequenino (e já tenho 39 anos!!)
2.Todos os dias agradecer à terra por estarmso vivos e com seres vivos e não fazer lixo nehum!
Abraços
http://bioterra.blogspot.com

 
At 19:50, Blogger Desambientado said...

Olá João.
Obrigado pela mensagem e parabéns pelo excelente blog. Creio que será o autor do bioterra?!
Estou desambientado, no sentido de que não é este o "ambiente" que anseio, no sentido de que não me acomodo ao seu evoluir, no sentido de acreditar que é possível mudar.
Tenho a perfeita noção de que, "à laia de cantiga ao desafio da ilha Terceira":

Big Bang foi meu avô,
Que não sei quando nasceu.
Foi a Terra que me criou,
E como mãe me protegeu.


Bom Natal e que sejas sempre menino.

 
At 22:06, Anonymous Anónimo said...

Por acaso sempre tive árvore de Natal natural, em casa de meus pais, eu e o meu irmão cada um fazia a sua, portanto eram duas cada ano. É preciso dizer que viviamos no meio dop pinhal, náo tinhamos era luz para as iluminar. Havia disputa para ver quem fazia o presépio mais bonito e quem se levantasse mais cedo transferia figuras de um presépio para o outro para ver se passava depercebido.
Este ano comprei uma artificial, não cheira a nada nas penso no lado positivo que é o de não sujar.
Bom Natal
ANA VILELA

 
At 09:30, Blogger Desambientado said...

Ana.
O lado positivo não é só o não sujar.
O cheiro de uma árvore natural é algo que toda a gente refere, mas creio que não é por causa disso que querem uma árvore natural em casa. Já há cheiros artificiais a pinho no mercado..., se fosse só o cheiro, bastava comprar um desses sprays que neste momento nem CFC's tem.
A decisão pela árvore natural, terá certamente mais do que ter cheiro em casa. Será que tem a ver com o ritual da escolha, do aparar os ramos, do tentar ajeitar as lâmpadas e as bolinhas?....Na artificial já parece que cada coisa já tem um lugar destinado.
A grande questão das árvores de Natal, para mim, prende-se com o facto de as cortarmos, e não nos preocuparmos com a sua plantação. Se por cada árvore de Natal cortada se plantassem 10, provavelmente seriamos todos a favor da árvore de Natal natural.
Não concordas?

 
At 14:55, Blogger Nanda said...

É a primeira vez que entro no teu blog. Ao ler a tua postagem e os comentarios, senti necessidade de pesquisar a origem da árvore de Natal, deixo aqui transcrito o que encontrei possivelmente tb para reflexão.
"A primeira árvore de Natal parecida com as que vemos hoje foi montada em Estrasburgo, na França, em 1605. As pessoas que a "inventaram" achavam que ela traria boa sorte. Mas foi só no século 17 que os alemães utilizaram o pinheirinho para montar suas primeiras árvores de Natal. Eles escolheram esta árvore, pois acreditavam que suas folhas sempre verdes simbolizavam, como Jesus, a renovação da vida."
in: http://www.canalkids.com.br/natal/arvore.htm


Afinal a árvore de Natal não passa de uma Superstição!!! Perante isto compensa "matar" uma árvore???? Eu penso que não!

 
At 17:18, Blogger Desambientado said...

Olá Nanda.
Obrigado pela tua visita e pela tua história da árvore de Natal.
As superstições levam-nos por caminhos irracionais. Sendo o homem um ser racional, não se percebe como facilmente cai, em hábitos pouco saudáveis quer em termos sociais quer em termos ambientais.
Para nós, ilhéus, percebe-se facilmente a falta de uma árvore, que muitas vezes marca um pequeno pedaço do território. A corrida às arvores de Natal naturais, tem impactos muito mais visíveis em pequenas regiões do que em grandes regiões, mas creio que não deve ser por isso que devemos alterar esse comportamente, mas sim porque queremos uma sociedade sã e equilibrada.

 
At 17:38, Blogger 'Tá Difícil said...

Olá Desambientado. Já visitei várias vezes o teu blog e gosto bastante apesar de nunca ter deixado nenhum comentário. Por isso mesmo gostaria de o adicionar ao meu próprio blog como sugestão para quem me visite. Posso fazê-lo?
Um abraço, aguardo resposta.

 
At 17:55, Blogger Desambientado said...

Olá Tá dificil.
Curioso, estivemos ao mesmo tempo, no mesmo espaço virtual.
Terei muito prazer, se calhar honra, em que adicones o meu link no teu blog. Visitei-o rapidamente e gostei.
Deixei lá um pequeno comentário.

 
At 08:33, Blogger Solariso said...

Queria apenas fazer um pequeno reparo à Cristina Mendonça.

Desde quando as árvores precisaram dos braços do homem para crescerem ou sobreviverem?
Afinal como sobrevivem as árvores nas florestas.
Queira-me desculpar mas o argumento é muito fraquinho.

 
At 18:12, Blogger Cristina Mendonça said...

Olá a todos!
...respondendo às questões:
1-Professor:
não, o meu marido não é silvicultor, é agricultor, talvez daí o seu apego à natureza...
2- Solariso:
De facto, na natureza impera a lei do mais forte, e lá vai seguindo o seu percurso.No entanto, a acção humana é, na minha opinião, pertinente para este percurso, pois nós também temos acções benéficas para com o ambiente, caso contrário, determinadas espécies (animais e vegetais)já não existiriam. Creio que o "Braço do homem" é fundamental! Até porque as relações baseadas apenas na receptividade não me parecem justas. Nós recebemos muito do ambiente que nos rodeia, mas também lhe prestamos alguns "serviços". É na reciprocidade que está o equilibrio, a meu ver.
Quanto ao argumento ser "fraquinho", tudo depende do contexto. Se te visses absorvida na intrincada maratona para concluir vários trabalhos, todo o argumento seria de "peso"...

 
At 22:11, Blogger Desambientado said...

Olá Cristina.
Pensei que estavas doente, ou então, com qualquer problema no computador.
A pergunta sobre a profissão do teu marido, foi só para perceber a pertinência da sua argumentação.
Se fosse professor ou secretário de alguma coisa, não teria qualquer lógica esse tipo de argumento. Sendo lavrador, de vez em quando, há mesmo que desbastar umas arvozinhas. Não sei é se será oportuno fazê-lo no Natal!?

 
At 22:11, Blogger Cristina Mendonça said...

Olá professor!
Ai que pensamentos tão negros (doenças, virus)... poderia ter imaginado coisas mais positivas:viajar, comprar uns sapatinhos, etc..
Nada disso! Andei (e ainda ando) a vagabundear um pouco. Acho que ganhei alergia ao escritório cá de casa...Vou ver se me curo ainda esta semana...

 
At 09:59, Blogger Desambientado said...

Cristina.

Sair faz bem, mas não crie alergia tão cedo ao escritório....isso poderá ser mau presságio.

 

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